A Eli Lilly comprou a Centessa Pharmaceuticals, uma empresa em estágio clínico, por um pagamento inicial de cerca de US$ 6,3 bilhões.
O negócio expande o portfólio de neurociência e as capacidades da farmacêutica no campo da medicina do sono.
A companhia pagará inicialmente US$ 38 por ação em dinheiro pela Centessa, o que representa um prêmio de 38% sobre o preço de fechamento de segunda-feira (30) da empresa sediada no Reino Unido.
Os investidores da Centessa também receberão direitos de valor contingente não transferíveis, que podem representar até US$ 9 adicionais por ação, elevando o potencial total da transação para cerca de US$ 7,8 bilhões, ou US$ 47 por ação.
O fechamento do negócio está previsto para o terceiro trimestre.
A Centessa está desenvolvendo uma nova classe de medicamentos para o tratamento de sonolência diurna excessiva e outras condições neurológicas.
Seu principal candidato a produto, o cleminorexton, demonstrou um perfil com potencial de ser o melhor da categoria em estudos de Fase 2 para narcolepsia e hipersonia idiopática, segundo a Eli Lilly.
A farmacêutica afirmou que os direitos de valor contingente estão atrelados a futuras aprovações da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) para o cleminorexton e para o candidato a fármaco ORX142, também da Centessa.
A aquisição da Centessa se soma a uma série de negociações da Eli Lilly, que no mês passado concordou em comprar a empresa de biotecnologia de medicina genética Orna Therapeutics por até US$ 2,4 bilhões e, em janeiro, anunciou o investimento de cerca de US$ 1,2 bilhão na empresa de biotecnologia Ventyx Biosciences.
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Fonte: Valor Econômico