Incidência no Estado é de 308 casos por 100 mil habitantes; decreto agiliza a compra de insumos e diminui burocracia
- O Estado de S. Paulo.
- 22 Feb 2024
O governo do Rio de Janeiro decretou ontem status de epidemia para a situação de alta de casos de dengue. A decisão ocorre após avanço da infecção no Estado, que, agora, enfrenta uma incidência de 308 casos por 100 mil habitantes.
Ao todo, o Rio registrou 49.405 casos prováveis de dengue e confirmou quatro óbitos. Os dados, compilados até 19 de janeiro, quase alcançam as 51.501 notificações registradas em todo ano de 2023. “Em mais de 60 cidades há aumento dos casos da dengue por três semanas consecutivas”, destacou o governador Cláudio Castro. De acordo com ele, o decreto agiliza a compra de insumos, diminui a burocracia e permite atuar de forma mais precisa e segura.
Nesse sentido, Castro anunciou a criação do Observatório Dengue RJ, que, segundo o governo, utiliza “tecnologia de ponta” e uma equipe técnica de plantão no Centro de Inteligência em Saúde (CIS), dedicada a monitorar, apoiar e dar respostas rápidas às emergências relacionadas à dengue.
Medidas anunciadas
Governo do Rio diz que criará observatório da doença e ampliará salas de hidratação em UPAs
O governo também vai ampliar as salas de hidratação em 11 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais. A Secretaria de Saúde montou polos de hidratação em 11 municípios, para onde enviou insumos, medicamentos e equipamentos. A dengue não tem um
tratamento específico, mas um protocolo de hidratação vigorosa salva vidas.
NO PAÍS. O Brasil já registrou 75 mortes causadas pelo vírus da dengue neste ano, e há mais 340 óbitos em investigação, segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Entre janeiro e fevereiro, o País já registrou 512 mil infectados pela doença no território nacional.
De acordo com os dados divulgados pela pasta da Saúde, a maior incidência de casos ocorreu, até o momento, em mulheres, que representam 54,9% dos casos, ante 45,1% em homens, conforme levantamento divulgado no último dia 12. Em números totais, o Estado de Minas Gerais tem atualmente o maior coeficiente de infectados prováveis do País, com 171 mil infecções prováveis, seguido de São Paulo, com 83 mil, e Paraná, com 55 mil.
Ainda de acordo com o painel do Ministério da Saúde, ao avaliar os casos a cada 100 mil habitantes, o Distrito Federal tem o maior coeficiente de incidência da doença, com 2,2 mil casos por 100 mil, seguido de Minas Gerais, com 836 por 100 mil, e o Acre, com 582 casos por 100 mil.
No mesmo período, o País também teve 29 mil casos prováveis de chikungunya, dos quais quatro óbitos foram confirmados e 31 estão em fase de investigação. Houve ainda 341 casos positivos de zika, sem nenhuma morte associada, também segundo o painel de monitoramento. •


