A Cimed & Co., companhia controladora do grupo Cimed, teve queda de 30% em seu lucro no ano passado, de R$ 280,9 milhões em 2024 para R$ 196,7 milhões em 2025, apesar do aumento na receita líquida, por conta de uma elevação mais forte tanto nos custos das mercadorias quanto nas despesas operacionais no ano passado.
Os dados foram publicados nesta segunda-feira (23) pela companhia, em documentação enviada para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Cimed & Co é responsável pelo desenvolvimento de produtos e tecnologias, concentrando também as atividades administrativas e comerciais do grupo.
A empresa afirma em seu balanço que a rentabilidade foi pressionada por variação cambial e houve “limitações de capacidade produtiva interna” em 2025.
A receita líquida da companhia avançou 12,4%, para R$ 3,1 bilhões. No entanto, os custos sobre produtos vendidos cresceram 20% e as despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram quase 19%. Aumento na receita inferior às despesas gera desalavancagem operacional nas empresas.
Por conta disso, ao se considerar todos esses impactos, o lucro operacional antes do resultado financeiro e de tributos diminuiu 22% sobre 2024, para menos de R$ 359 milhões em 2025 .
Como o resultado financeiro negativo (diferença entre receitas e despesas financeiras) também teve uma leve piora, de 7,5%, num cenário de juros altos no país, no fim das contas o lucro acabou pressionado por esses fatores.
Os acionistas controladores lucraram R$ 202,7 milhões em 2025, queda de cerca de 25% na comparação anual.
Ao fim de 2025, como posição consolidada, a empresa teve uma diminuição de caixa, após as atividades de investimento, financiamento e operacionais, de R$ 263,1 milhões. No ano anterior, havia tido um aumento de caixa de R$ 211,9 milhões.
Na carta do conselho de administração, a empresa fala que passou por “desafios operacionais” e ajustes de processos que afetaram a rotina do time comercial. O grupo implementou, no primeiro trimestre, o sistema SAP S/4HANA, e após essa fase, a partir do segundo trimestre, retomou a expansão.
Ainda disse que 2025 foi um ano marcado por “pressões de margem decorrente de limitação cambial, limitações de capacidade produtiva interna e desaceleração de mercado”. Embora cite esses aspectos, a companhia afirma que construiu bases para expansão futura. Para 2026, a empresa afirma na carta que a meta é crescer acima do mercado.
A Cimed & Co. também diz na carta que iniciou uma nova era no grupo marcada por transformação tecnológica e evolução da governança, e que essas transformações fazem a empresa entrar mais preparada em 2026.
Fonte: Valor Econômico