Além dos R$ 40 milhões de patrocínio previstos em contrato com a CBF para os times masculino e feminino em quatro anos, a farmacêutica separou até R$ 100 milhões em produtos
Por Stella Fontes, Valor — São Paulo
19/11/2022 16h10 Atualizado
1 de 1 João Adibe Marques, presidente da Cimed — Foto: Divulgação/Cimed
João Adibe Marques, presidente da Cimed — Foto: Divulgação/Cimed
Patrocinadora oficial da seleção brasileira de futebol, a Cimed está lançando uma campanha ousada para destacar seus produtos e elevar as vendas durante da Copa do Mundo 2022.
Além dos R$ 40 milhões de patrocínio previstos em contrato com Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para os times masculino e feminino ao longo de quatro anos, a farmacêutica, que é a terceira maior em volume de vendas no país, separou até R$ 100 milhões em produtos para bonificar farmácias e promover suas marcas durante o campeonato que começa no domingo, sob o mote “O Brasil ganhou, seu pedido dobrou”.
Pela iniciativa, a Cimed se compromete a premiar os pontos de venda que comprarem determinados produtos nos dias que antecedem os jogos da seleção, caso o Brasil vença aquela partida. O prêmio corresponde a nova entrega desses mesmos produtos, sem custo e em igual volume ao pedido original.
Para o primeiro jogo, a promoção é válida para a família de complexos vitamínicos Lavitan. “O mercado farmacêutico nunca tinha feio campanha tão agressiva como vamos fazer” , disse ao Valor o presidente da farmacêutica, João Adibe Marques. “Queremos que essa onda chegue também ao consumidor final”, acrescentou.
Uma vez que a seleção brasileira pode chegar a sete jogos na Copa, serão até sete categorias de produtos na promoção, que começou a ser preparada há 120 dias. Segundo o empresário, a iniciativa vale para os 80 mil pontos de venda atendidos pela Cimed e há estoque suficiente, em 26 centros de distribuição no país, para fazer frente à demanda projetada.
A farmacêutica patrocina a seleção brasileira há mais de sete anos e, conforme Marques, essa aposta a projetou a um patamar superior, junto a marcas globais como Nike e Ambev. Embora seu nome não esteja estampado na camisa dos jogadores, uma prerrogativa da Nike, a Cimed aparece nos campos, em placas, embalagens e em alguns uniformes de treino.
“As famílias se reúnem para assistir aos jogos da seleção, que chegam a marcar 50 pontos de audiência. Esse foi um ano atípico, porque as eleições esfriaram um pouco o clima no Brasil, mas agora é vibração com a Copa”, disse o empresário, que esteve em Turim, na Itália, acompanhando parte dos treinos da seleção.
Para o campeonato, a Cimed desenvolveu um total de 38 projetos, um deles com vistas a levar um grupo de 100 pessoas, entre as quais 80 clientes, para acompanhar a disputa diretamente do Catar. O investimento para levar esse grupo de torcedores à Copa é adicional aos R$ 100 milhões que podem ser destinados às farmácias.
Uma das principais iniciativas para o evento esportivo, conforme a farmacêutica, foi a contratação de cinco influenciadoras, casadas com atletas da seleção, para promover o complexo vitamínico Lavitan e produzir conteúdo sobre os bastidores da Copa.
Fazem parte desse time Carol Cabrino, Belle Silva, Duda Fournier, Anna Casemiro e Taia Belloli, casadas com os jogadores Marquinhos, Thiago Silva, Paquetá, Casemiro e Raphinha, respectivamente. O grupo será liderado por Fernanda Bachi, esposa do auxiliar técnico da seleção brasileira e filho do treinador Tite, Matheus Bachi.
A Cimed também vai patrocinar a Casa Brasil, projeto do canal Desimpedidos, e terá o apresentador Fred como seu “embaixador” durante a Copa. “Temos presença digital forte e queremos intensificar essa estratégia”, disse Marques.
Fonte: Valor Econõmico
