A China expressou no domingo (25) sua oposição às mais recentes sanções dos Estados Unidos contra empresas chinesas devido aos seus supostos vínculos com a guerra da Rússia na Ucrânia, afirmando que adotará as medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses das empresas do país.
Os EUA anunciaram na sexta-feira (23) sanções abrangentes contra centenas de empresas na Rússia e em toda a Europa, Ásia e Oriente Médio, acusando-as de fornecer produtos e serviços que possibilitam o esforço de guerra da Rússia e auxiliam sua capacidade de evadir sanções. O Departamento de Estado declarou estar preocupado com “a magnitude das exportações de bens de dupla utilização” da China para a Rússia.
O Ministério do Comércio da China, em seu comunicado, opôs-se veementemente à inclusão de múltiplas empresas chinesas na lista de controle de exportação dos EUA. A medida impede que tais empresas negociem com empresas americanas sem obter uma licença especial quase inatingível.
O ministério afirmou que a ação dos EUA são “sanções unilaterais típicas”, dizendo que elas perturbariam as ordens e regras do comércio global, além de afetar a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais.
A ação dos EUA é a mais recente em uma série de milhares de sanções americanas que têm sido impostas a empresas russas e seus fornecedores em outras nações desde a invasão da Rússia na Ucrânia, em fevereiro de 2022. A eficácia das sanções tem sido questionada, especialmente porque a Rússia continuou a sustentar sua economia vendendo petróleo e gás nos mercados internacionais.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, algumas empresas sediadas na China forneceram ferramentas de máquina e componentes para empresas russas.
A China tem tentado se posicionar como neutra no conflito da Ucrânia, mas compartilha com a Rússia uma alta animosidade em relação ao Ocidente.
Após os países ocidentais imporem pesadas sanções ao petróleo russo em resposta ao envio de tropas da Rússia para a Ucrânia em fevereiro de 2022, a China aumentou fortemente suas compras de petróleo russo, ampliando sua influência na Rússia. O presidente russo Vladimir Putin também ressaltou a importância da China ao se reunir em Pequim com o líder chinês Xi Jinping logo após ser empossado para um quinto mandato no Kremlin.
Fonte: Valor Econômico


