Haddad quer mais tempo antes de mudar meta fiscal
Equipe econômica sugere que eventual alteração só seja realizada em março, após avaliação mais precisa das receitas
Equipe econômica sugere que eventual alteração só seja realizada em março, após avaliação mais precisa das receitas
Para o ex-diretor do BC, essa combinação pode colocar em risco dois pilares macro: fiscal e inflação
Destaque dado pelo Copom a um risco fiscal maior no País e a um cenário externo ‘adverso’ faz os analistas descartarem a aceleração da queda dos juros ao longo de 2024
“Havia a expectativa de que o [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad fizesse um esforço máximo. Mesmo sabendo que não iria entregar o déficit zero, mas que tentaria para chegar o mais próximo possível”.
“Manter a meta traria os incentivos corretos para correr atrás das receitas agora, levando o Congresso a colaborar com isso, e faria com que o arcabouço fiscal funcionasse no próximo ano, promovendo os ajustes”, afirma Sbardelotto.
De acordo com o diretor-executivo da Ipsos no Brasil, Marcos Calliari, o país registrou uma das altas mais fortes da confiança entre as economias pesquisadas de um ano para cá.
Haddad resiste à alteração na expectativa de que o Congresso vote todas as medidas da equipe econômica para zerar o déficit.
Enquanto nem gestores profissionais ou estrategistas conseguem matar essa charada, têm sido as aplicações ligadas a juros que prosperam, ainda mais no Brasil dos retornos de dois dígitos.
As compras dos bancos centrais nos primeiros nove meses do ano totalizam agora 800 toneladas, impulsionadas principalmente pela China, Polônia e Cingapura, bem como compras não declaradas.
Os agentes do mercado estão divididos sobre os próximos passos do BoJ.