A HyperaCotação de Hypera planeja lançar sua caneta injetável à base de semaglutida a partir da produção de um parceiro, não em modelo de licenciamento, segundo o diretor-presidente, Breno Oliveira. A semaglutida da farmacêutica será um similar, com marca própria, e não estará no mercado de genéricos. A companhia promoveu, nesta quarta-feira (29), teleconferência de resultados do terceiro trimestre.
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“Estamos confiantes que nossa semaglutida será lançada assim que cair a patente”, afirmou o executivo. A exclusividade da dinamarquesa Novo Nordisk, com as marcas Ozempic e Wegovy, encerra-se em março de 2026.
De acordo com o presidente da HyperaCotação de Hypera, não há indícios, até o momento, de que os volumes da companhia sejam incapazes de suprir a demanda. Isso ocorre, segundo ele, pois o Brasil será um dos primeiros mercados a ter a queda da patente, diminuindo a concorrência pelos insumos com mercados desenvolvidos.
A estratégia é consolidar uma marca forte assim que a exclusividade da Novo Nordisk cair, para que, quando os demais produtores nacionais entrarem no mercado, a HyperaCotação de Hypera ainda detenha vantagem competitiva.
“A gente acredita que os primeiros a lançar vão ter vantagem competitiva grande, principalmente no primeiro momento, num mercado com menos competição e estabelecendo suas marcas para um posicionamento mais forte quando houver mais competidores”, afirmou o executivo.
Oliveira destaca que o mercado de hormônios análogos ao GLP-1 está estimado em R$ 10 bilhões anuais, o que presenta aproximadamente 8% do mercado farmacêutico total, sendo que metade disso é composta apenas pela molécula semaglutida.
A HyperaCotação de Hypera registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 457,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 21,6% no comparativo anual. Já a receita avançou 16,3%, para R$ 2,22 bilhões.
A desaceleração de 4,3% do mercado institucional da HyperaCotação de Hypera no terceiro trimestre, especialmente com o menor volume do setor público, levou a companhia a buscar competitividade de preços. De acordo com Breno Oliveira, essa foi a estratégia da companhia para mitigar os efeitos negativos a curto prazo.
Já a médio e longo prazos, o executivo destacou que parte dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento em segmentos em que não há exclusividade deve começar a contribuir para o “mix” de produtos. Parte do crescimento esperado, porém, também advém de expectativas otimistas em relação à queda de patentes como a da molécula semaglutida.
Breno Oliveira mencionou o mercado de vitamina B12, “que está crescendo muito”, além do segmento de probióticos em que a companhia atua com a marca Tamarine. Outra aposta da farmacêutica são medicamentos analgésicos e para tratamento de tosse.
A HyperaCotação de Hypera registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 457,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 21,6% no comparativo anual. Já a receita avançou 16,3%, para R$ 2,22 bilhões.
Fonte: Valor Econômico