O secretário americano de Estado, Antony Blinken, deixou na terça-feira o Oriente Médio sem definir o futuro do acordo de cessar-fogo costurado por ele com mediadores do Egito e do Catar, afastando a possibilidade que o acordo pode ser firmado nos últimos dias.
Foi a nona visita de Blinken ao Oriente Médio desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Ao chegar em Israel no último sábado, o secretário americano disse que essa poderia ser a última oportunidade para que Israel e Hamas adotem um cessar-fogo.
Durante as negociações, Blinken afirmou que a proposta conseguia abarcar todas as exigências entre as partes e que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou a proposta, deixando a aceitação do acordo na mão do Hamas.
O governo israelense não confirmou nem negou que tenha aceitado a chamada proposta de Blinken. Em vez disso, Netanyahu reforçou sua insistência de que Israel manterá tropas em uma área ao longo da fronteira Gaza-Egito, conhecida como corredor Filadélfia, uma exigência que se tornou uma barreira crucial para o acordo.
O Hamas não está participando diretamente das negociações e afirmou que a última proposta apresentada se aproxima das demandas de Israel.
O plano envolveria um cessar-fogo inicial de seis semanas, durante o qual um número limitado de reféns israelenses do sexo feminino, idosos e doentes seriam libertados em troca de palestinos mantidos em prisões israelenses. Ele poderia ser prorrogado indefinidamente enquanto os negociadores definem a segunda fase, na qual soldados e corpos seriam devolvidos, as tropas israelenses começariam a se retirar de Gaza e civis palestinos deslocados poderiam retornar às suas casas no norte da faixa.
Um dos principais obstáculos para um acordo tem sido a exigência de longa data do Hamas por uma retirada “completa” das tropas israelenses de todas as partes de Gaza, o que Israel teria rejeitado.
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Fonte: Valor Econômico


