O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu na quarta-feira (15) um processo para analisar as novas informações enviadas pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) sobre a aquisição de uma farmácia pelo Mercado Livre.
O Valor apurou que o processo será analisado pela Superintendência-Geral, área técnica do Cade. Por ora, técnicos do órgão avaliam que não há evidências de irregularidades no negócio do Mercado Livre, mas uma análise mais aprofundada das informações será feita.
No último dia 8, a Abrafarma enviou um e-mail ao Cade apontando “possível incidente de enganosidade” na compra da Cuidamos Farma pelo Mercado Livre. A Abrafarma afirma que, embora o Meli tenha afirmado que não atua na venda on-line de medicamentos pois não atende às autorizações regulatórias, a aquisição da Cuidamos Farma representa “justamente o que lhe faltava para atuar neste mercado” —uma farmácia física, com autorização sanitária e presença de farmacêutico responsável.
Na última semana, o Mercado Livre realizou uma coletiva de imprensa para “reiterar os planos” de atuar na venda de medicamentos como marketplace, sem operação própria. O Mercado Livre afirmou por meio de nota, nesta quinta-feira, que a decisão de ontem do Cade “não representa a abertura de um novo processo” sobre a aquisição da farmácia. De acordo com a companhia, a solicitação de análise de informações “precisa receber um número diferente de autos”.
O Mercado Livre afirma ainda que as alegações da Abrafarma “são infundadas”.
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Fonte: Valor Econômico