Dona da maior rede de tratamento para câncer com 144 unidades distribuídas em 47 cidades do país, a OncoclínicasCotação de Oncoclínicas gera interesse de diferentes empresas do setor de saúde e investidores há tempos. Mas sua associação com o Master em 2024 afastou potenciais interessados. O banco injetou R$ 1,5 bilhão num aumento de capital em troca de 20% da OncoclínicasCotação de Oncoclínicas, mas os recursos foram aplicados em CDBs do próprio Master.
Com a deterioração da empresa e possibilidade de recuperação extra ou judicial, os credores, em especial os bancos, começaram a se mexer procurando alternativas já no ano passado.
O Santander, que está na OncoclínicasCotação de Oncoclínicas via gestora Geribá, procurou a Porto que, inicialmente, declinou de uma oferta para adquirir o ativo todo diante dos riscos envolvendo Master e Unimed-Rio, que deve cerca de R$ 800 milhões (já provisionados).
Após muitas discussões, chegou-se a um desenho com a criação de uma empresa apartada, com as clínicas e novos acionistas controladores — Fleury e Porto. Ainda assim, o acordo só será fechado se Oncolínicas renegociar a fatia remanescente da dívida, cerca de R$ 1 bilhão, sem riscos de impactos futuros.
O tratamento oncológico representa a maior despesa para as operadoras de planos de saúde. E a tendência é que esse custo só aumente diante do envelhecimento da população.
Mesmo nesse cenário, os atuais competidores ainda não têm o mesmo porte da OncoclínicasCotação de Oncoclínicas, que trabalha com custos menores em relação à concorrência — o que gera uma dependência das operadoras e explica o interesse da Porto em entrar nessa operação. O negócio causou surpresa no mercado diante do histórico de rígido compliance da Porto.
A segunda maior empresa de oncologia é a Rede D’Or, que tem cerca de 60 unidades em 12 Estados do país. Para efeitos de comparação, a receita bruta da D’Or em oncologia foi de R$ 3,9 bilhões no acumulado de 2025. Na OncoclínicasCotação de Oncoclínicas, a receita somou R$ 4,8 bilhões, considerando os nove primeiros meses, uma vez que o grupo ainda não divulgou o balanço completo do ano passado.
A Rede Américas, de Dasa e Amil, tem 38 unidades para tratamento de câncer.
Em ambos os casos, há uma relação entre operadora de convênio médico e prestador de serviços, o que teria sido um impeditivo para a Porto Saúde que concorre diretamente com SulAmérica (que pertence à D’Or) e Amil.
A Porto Saúde já tem uma joint venture com a Onconclínicas em que a seguradora encaminha, preferencialmente, seus pacientes para as unidades da Onco. Caso a operação saia, a tendência é que essa união se desfaça.
O Fleury tem também uma joint venture com a Bradesco Seguros e a BP-Beneficência Portuguesa, numa empresa de oncologia chamada Croma. Cada acionista tem um terço da operação, com investimento conjunto de quase R$ 700 milhões. A Croma tem hoje quatro unidades, sendo três em São Paulo e uma no Rio.
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Fonte: Valor Econômico