Cargo de ‘chief of staff’ nasceu no governo e agora está na iniciativa privada
Presente em reuniões estratégicas, conectando diferentes áreas e atuando como uma ponte entre o CEO e o restante da organização, um novo perfil vem ganhando espaço nas empresas brasileiras: o “chief of staff”. “Esse cargo nasceu na política, no governo americano, como figura estratégica de apoio a grandes líderes, especialmente presidentes da república. É o famoso ‘chefe de gabinete’”, define Andréa Cossa, chief of staff no MDS Group, especializado em consultoria e gestão de seguros e riscos.
Há um ano, ela ocupa o cargo no MDS Group. Suas atribuições são baseadas em três pilares: “conectar os pontos, preencher as lacunas e evitar a falta de comunicação”, enumera. “É importante estar atento, prestar atenção nas necessidades de cada um dos líderes e ter uma adaptabilidade muito rápida, porque são diversas pessoas que respondem para o CEO, cada uma com uma atribuição totalmente diferente da outra”, conta.
“Sempre trabalhei em áreas voltadas para uma visão mais holística e estratégica do negócio. Esse é um dos pontos que me trouxe para esse cargo”, conta Thaís Kauffmann, chief of staff na AstraZeneca para a América Latina.
Com passagens por Deloitte, Odebrecht, Eurofarma e Janssen, ela entrou na farmacêutica em 2023 para trabalhar na área de novos negócios e portfólio, e logo surgiu a oportunidade de se tornar chief of staff. “Havia um movimento de mudança dentro da companhia, e fez sentido ter uma pessoa que apoiasse essa transformação, fazendo o link entre a diretoria, a liderança e todas as áreas de suporte, além de ser um apoio para o próprio presidente”, comenta.
A ideia é otimizar o tempo do CEO, conduzindo a agenda do líder por dentro da empresa”