FT: Ressaca de vendas das bebidas Diageo dá dor de cabeça a investidores

Crescimento do setor em geral tem estagnado, à medida que os consumidores diminuem as compras de bebidas alcoólicas, como efeito de preocupações com saúde e perda de peso.
O crescimento do setor como um todo estagnou à medida que consumidores diminuem o consumo de álcool, após um aumento sem precedentes durante a Covid-19 e a recuperação que se seguiu, quando gastaram suas economias em coquetéis caros. Essa ressaca impactou fortemente as ações de empresas de destilados, que agora são negociadas com um desconto significativo em relação à categoria de consumo mais ampla. O preço das ações também não foi ajudado pela declaração do cirurgião-geral dos EUA, em janeiro, de que bebidas alcoólicas deveriam ter um aviso para ampliar a conscientização sobre seu vínculo com o câncer.

Alguns investidores acham que a Diageo insistiu por muito tempo que a desaceleração é temporária, prometendo uma recuperação que não se concretizou. O surgimento de medicamentos para perda de peso — que também podem reduzir o consumo de álcool — e a tendência crescente de moderação geraram mais inquietação. O veterano gestor de investimentos Terry Smith se desfez da participação de seu fundo na Diageo no início deste ano devido a essas preocupações.

Trump assina ação executiva para criar fundo soberano: ‘potencial tremendo’

Ele também disse que o governo dos EUA poderia alavancar seu tamanho e escala dados os negócios que faz com as empresas, citando como exemplo os fabricantes de medicamentos.

“Se vamos comprar 2 bilhões de vacinas contra a covid, talvez devêssemos ter algumas garantias e algum capital nestas empresas”, disse ele.

Os conselheiros de Trump discutiram anteriormente planos para utilizar a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) para estabelecer parcerias com grandes intervenientes institucionais para alavancar os poderes econômicos dos EUA.

Divergências e questões políticas afetam o varejo

O avanço das pautas em torno da venda de medicamentos sem prescrição nos supermercados, e a reformulação do benefício alimentação, dependem de questões políticas que ainda evoluem lentamente, e se progredirem no curto prazo, pode ser parcialmente.

Ambos são temas que voltaram à ordem do dia desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou os seus ministros, 15 dias atrás, para apresentarem medidas que pudessem reduzir a alta nos preços de alimentos. As duas propostas, oriundas do setor alimentar, surgiram como sugestões nesse cenário.

Onde nasce a inovação: o movimento do setor privado para o avanço tecnológico

No setor farmacêutico, o laboratório brasileiro Aché destina 6% de sua receita líquida anual a pesquisa, o que deve totalizar cerca de 400 milhões de reais em investimentos em 2025. Em seus sete centros de P&D, todos localizados em Guarulhos, na Grande São Paulo, mais de 500 profissionais exploram fronteiras da ciência, da nanotecnologia ao desenvolvimento de medicamentos oncológicos. Entre os resultados recentes está a criação de um anti-­inflamatório em spray e medicamentos que dispensam água para ingestão. “Nosso foco é transformar ciência em soluções que melhorem a vida das pessoas”, afirma Edson Bernes, diretor de pesquisa, inovação e novas tecnologias do Aché.

Número de casos de morte por dengue em São Paulo em janeiro é preocupante, diz Saúde

O primeiro mês de 2025 registrou um total de 170.376 casos prováveis de dengue em todo o país, além de 38 mortes confirmadas e 201 óbitos em investigação para a doença. Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde indicam que o coeficiente de incidência do Brasil, neste momento, é 80,1 casos para cada 100 mil habitantes.

Os números mostram que 54% dos casos prováveis foram registrados entre mulheres e 46%, entre homens. Desse total, 51,3% foram identificados entre pessoas brancas, 32,4% entre pessoas pardas, 4,4% entre pessoas negras e 1,1% entre pessoas amarelas. Os grupos que respondem pelo maior número de casos são de 20 a 29 anos, de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos.