Projetos de inovação garantem reforço de caixa com financiamentos em alta

Aprovação de recursos para projetos de inovação por instituições governamentais decola para atender a nova indústria brasil.
Gordon destaca os setores de fármacos e biofármacos, que foram objeto de três operações de financiamento do programa específico BNDES Mais Inovação, que fornece crédito à Taxa Referencial (a TR, que em novembro era de 0,06%). Foram R$ 500 milhões para a EMS, R$ 390 milhões para a Aché e outros R$ 500 milhões para a Eurofarma.

Empresas ampliam presença global com investimentos em inovação e pesquisas

Multinacionais brasileiras expandem campo de pesquisas para explorar novas ideias de produtos e processos.
Carlos Alberto Fonseca de Moraes, diretor-executivo de P&D Investimentos da farmacêutica EMS, destaca que o principal centro de inovação disruptiva (radical) da companhia está em Atlanta, nos Estados Unidos, com as suas controladas Brace Pharma e Vero Biotech. “O olhar da empresa está voltado para quatro principais frentes de inovação hoje: remédios genéricos de alta complexidade; inovação incremental (novas associações e formas farmacêuticas); biotecnológicos (com a Bionovis, empresa de alta tecnologia na qual a EMS possui participação) e a inovação radical, nos Estados Unidos”, elenca Moraes.

A EMS detém hoje o maior centro de P&D farmacêutico da América Latina, em Hortolândia (SP), com mais de 650 pesquisadores. Para 2025, os investimentos locais da EMS em P&D estão previstos em pelo menos R$ 700 milhões, quando o número de pesquisadores e PhDs deve saltar para 914, em Hortolândia. “O grande marco da inovação da EMS em 2024 aconteceu em agosto, quando inauguramos a Rio Biopharmaceuticals Brasil Ltda. (RBBL).

Vencimento de patentes bilionárias já mobiliza indústria farmacêutica no país

Com a perda de exclusividade de medicamentos que movimentam bilhões de reais, companhias como EMS, Biomm e Prati-Donaduzzi têm se preparado para competir no mercado de genéricos e biossimilares.
Em 2024, as vendas da indústria farmacêutica devem crescer 12,6%, desacelerando para 9,3% no próximo ano, em valores. Em 2023, o setor movimentou cerca de US$ 35,6 bilhões (em torno de R$ 217 bilhões no câmbio atual), segundo dados da consultoria IQVIA. O varejo foi responsável por 66% do faturamento e 89% das unidades (caixas) vendidas. A fatia das compras governamentais, clínicas e hospitais foi de 34% do faturamento e de 11% das unidades (caixas).
Enquanto grandes farmacêuticas recorrem cada vez mais à Justiça para tentar estender o prazo das patentes de medicamentos campeões de venda, como o Ozempic, a indústria de biossimilares e genéricos instalada no país continua investindo em aumento de capacidade produtiva e pesquisas para capturar ao menos uma parte desse mercado bilionário que se abre. Neste ano, 16 medicamentos, que movimentam juntos cerca de R$ 12,2 bilhões anuais, perderam as patentes e deixaram de ser objeto de exclusividade no Brasil. Até 2028, serão 117, com vendas somadas de R$ 30,4 bilhões a R$ 36,5 bilhões. Companhias como EMS, Biomm e Prati-Donaduzzi posicionam-se para atuar nesses segmentos.

Encerramento da 5ª Emissão de Debêntures da Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

O Anúncio de Encerramento da Oferta Pública de Distribuição da 5ª (quinta) emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. traz notícias relevantes para investidores. Com um montante total de R$ 650.000.000,00 (seiscentos e cinquenta milhões de reais), as debêntures foram emitidas com valor nominal unitário de R$ 1.000,00 (mil…