Com a perda de exclusividade de medicamentos que movimentam bilhões de reais, companhias como EMS, Biomm e Prati-Donaduzzi têm se preparado para competir no mercado de genéricos e biossimilares.
Em 2024, as vendas da indústria farmacêutica devem crescer 12,6%, desacelerando para 9,3% no próximo ano, em valores. Em 2023, o setor movimentou cerca de US$ 35,6 bilhões (em torno de R$ 217 bilhões no câmbio atual), segundo dados da consultoria IQVIA. O varejo foi responsável por 66% do faturamento e 89% das unidades (caixas) vendidas. A fatia das compras governamentais, clínicas e hospitais foi de 34% do faturamento e de 11% das unidades (caixas).
Enquanto grandes farmacêuticas recorrem cada vez mais à Justiça para tentar estender o prazo das patentes de medicamentos campeões de venda, como o Ozempic, a indústria de biossimilares e genéricos instalada no país continua investindo em aumento de capacidade produtiva e pesquisas para capturar ao menos uma parte desse mercado bilionário que se abre. Neste ano, 16 medicamentos, que movimentam juntos cerca de R$ 12,2 bilhões anuais, perderam as patentes e deixaram de ser objeto de exclusividade no Brasil. Até 2028, serão 117, com vendas somadas de R$ 30,4 bilhões a R$ 36,5 bilhões. Companhias como EMS, Biomm e Prati-Donaduzzi posicionam-se para atuar nesses segmentos.