Elo entre mulheres vira trunfo de franquias de cosméticos

Ao identificar o crescimento do ramo em países como Estados Unidos, com produtos feitos a partir de matéria-prima orgânica, origem vegana e sem crueldade animal, ela criou a marca digital Simple Organic, em 2017. “Mas comecei a sentir falta [do contato com o público], porque a gente trabalhava com o sensorial, e a brasileira quer sentir o cheiro, ver na pele, testar a base.”
Patrícia, que é CEO da marca, diz ter se sentido sozinha ao longo da carreira. “O empreendedorismo já traz uma solidão e, quando você é mulher, é mais solitário ainda.” Em 2020, quando começou a receber propostas de aquisição da empresa, o sentimento cresceu. “Eram sempre homens nas reuniões.” Ela fechou o negócio na 17ª proposta, a única feita por uma executiva —que amamentava um bebê de três meses durante a chamada por vídeo.

Ela vendeu parte da empresa para rede de farmácias Hypera Pharma, visando ampliar o negócio e aumentar sua troca com mulheres em cargos executivos.