Cimed tem melhor ano da história e fatura R$ 3 bilhões em 2023

No último dia útil do ano, a farmacêutica Cimed anunciou que chegou ao patamar inédito de R$ 3 bilhões de faturamento em 2023. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o CEO João Adibe Marques aparece ao lado de seu filho Adibe Marques para agradecer os funcionários e consumidores da companhia.

“Eu tenho orgulho de poder proporcionar o maior bônus da história da Cimed para os nossos funcionários. Quem tem time, tem tudo”, diz o CEO.

Em 2022, a companhia tinha encerrado o ano com receita líquida de R$ 1,9 bilhão de reais. O resultado atual representa uma alta de 22% nos últimos 12 meses. O Ebitda cresceu 18,9% e chegou a R$ 479 milhões. Agora, a meta é chegar em R$ 5 bilhões em dois anos.

Hypera Pharma oferece programas de educação corporativa

Diante do crescimento da companhia nos últimos anos, com aquisição de marcas e ampliação de portfólio, e do mercado farmacêutico, a Hypera Pharma tem investido em educação corporativa para desenvolver habilidades e manter vantagem competitiva no setor.

Desde final de 2021, quando o programa foi implementado, a companhia já promoveu mais de 120 ações por meio de três escolas corporativas: a Escola de Líderes, para desenvolver pessoas, focando em habilidades de liderança e competências alinhadas aos valores da Companhia e desenvolvimento de pessoas; a Escola do Futuro, que estimula o aprendizado com foco em tendências e inovação; e a Escola de Negócios, que aborda temas e atitudes exigidas pelo negócio atual que possam ajudar a alcançar resultados com garantia de segurança, qualidade e alta performance.

A nova droga da Apsen para portadores de TDAH

Com faturamento de R$ 1,3 bi em 2023, indústria começou a produzir o Atentah, primeiro medicamento não-estimulante para portadores do transtorno.

A Apsen registrou em 2023 uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O desempenho ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, de 16,1%, período no qual a receita líquida saiu de R$ 650 milhões para R$ 1,3 bilhão. “Foi um ano bastante complexo para todo o mercado farmacêutico. Quando você tem menos pessoas com convênio de saúde, a indústria sofre um impacto”, afirma. O que garante um resultado expressivo, mesmo com os desafios do setor, é a ampliação do portfólio, diz o executivo. “Cerca de 35% da nossa receita hoje vem dos lançamentos que fizemos nos últimos cinco anos”, diz.

Para entender onde estão as brechas no tratamento — dosagens mais eficientes, alternativas de princípios ativos ou até mesmo preço mais acessível — e assim definir em que produtos mirar, a Apsen mantém um relacionamento estreito com uma rede de médicos. São eles que dão à empresa a noção de onde há necessidade de caminhos alternativos aos já oferecidos pela indústria.

Nesse mapeamento, a Apsen passou a atuar em 10 especialidades, sendo que os três principais são os segmentos de urologia, sistema nervoso central – que inclui uma droga para pacientes com Alzheimer – e doenças músculo-esqueléticas. Em todos os casos, a empresa passou a produzir medicamentos totalmente inovadores ou então mais acessíveis, por meio de parcerias com grandes centros de desenvolvimento. “Em alguns casos, nossos produtos são voltados para mercados que não são gigantes e, portanto, nem todo mundo tem interesse. Então, a gente acaba conseguindo ajudar o médico de uma maneira que ele vê muito valor”, diz Castanha.