As doenças relacionadas com o estilo de vida e que se acumulam com a idade, como as doenças cardiovasculares, a obesidade, a demência e a doença renal crônica, são causadas pelo “desgaste”.
Isso resulta em inflamação, alteração na composição da microbiota intestinal e aumento do estresse oxidativo.
O estresse oxidativo ocorre quando há muitos radicais livres (átomos instáveis que danificam as células) em seu corpo.
Uma nova ciência baseada em relógios epigenéticos e em lições aprendidas com animais em hibernação poderia nos ajudar a tratar pacientes que sofrem de doenças causadas por “desgaste”.
Poderíamos usar medicamentos que podem retardar o envelhecimento.
Por exemplo, a metformina é o principal medicamento de primeira linha para o tratamento do diabetes tipo 2.
Regula a inflamação, a sensibilidade à insulina e retarda os danos ao DNA causados pelo estresse oxidativo.
Há evidências crescentes de que pode ajudar a controlar outras doenças “debilitantes”, como doenças cardiovasculares, e o uso prolongado da droga pode estar associado a um menor declínio cognitivo.
Aprender mais sobre a hibernação pode beneficiar a medicina humana no tratamento de lesões cerebrais traumáticas, perda grave de sangue, preservação da massa muscular e óssea e fornecer melhor proteção durante o transplante de órgãos.
Um estudo de 2018 descobriu que imitar as condições de hibernação para armazenar enxertos renais de doadores falecidos parecia melhorar o nível de preservação.
A degeneração do músculo esquelético é frequentemente determinada por genes, mas esses genes parecem estar desativados nos ursos que hibernam.