Terapias que regeneram pele ganham espaço

Conforme envelhecemos, nossas células passam por mudanças que prejudicam o seu funcionamento correto. Essas estruturas também podem ser danificadas por acidentes, o que exige bastante empenho na recuperação do indivíduo. Mas já existem alternativas para ajudar na plena recuperação desses tecidos – elas são a base da medicina regenerativa.

Essa área chamou muito a atenção na época em que o jogador Neymar sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito, em 2018, então atacante no Paris Saint-Germain. Na ocasião, o problema foi tratado com a ajuda de elementos presentes no sangue do próprio atleta, principalmente o plasma – prática baseada na medicina regenerativa. A ideia era acelerar a cicatrização e a calcificação do osso.

Embora esse ramo da Medicina seja relativamente novo, seus preceitos já estão sendo aplicados em muitas áreas, como oftalmologia, cardiologia, ginecologia, reprodução humana, urologia e dermatologia.

“A medicina regenerativa utiliza métodos para que as células do próprio paciente sejam ativadas ou se multipliquem, fazendo com que o tecido chegue mais perto da sua atividade normal”, resume a dermatologista Mônica Aribi, que integra a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e é membro internacional da European Academy of Dermatology and Venerology e da International Fellow da Academia Americana de Dermatologia.

Prati-Donaduzzi quer dobrar faturamento até 2027

A Prati-Donaduzzi tem a meta de investir R$ 100 milhões por ano para dobrar o faturamento até 2027, segundo informações da revista Forbes. A estratégia da farmacêutica cujo foco são os medicamentos genéricos é verticalização da distribuição, além do investimento na construção da marca, na diversificação e na expansão territorial.

“O mercado farmacêutico em geral vende por meio de distribuidoras regionais, mas nós temos uma estrutura exclusiva. Vendemos para as redes e podemos atender cada farmácia individualmente, por meio da nossa rede de distribuição”, explicou o CEO Eder Maffissoni à reportagem.

Isso garantiu a visibilidade da marca. “Quando começamos, éramos apenas um laboratório pequeno no Sul do Brasil, mas atualmente também somos conhecidos no Nordeste”, compartilha Maffissoni.

Não medicamentos sustentam alta do varejo farmacêutico

A compra de não medicamentos sustentou o avanço do varejo farmacêutico em 2023. Enquanto o mercado brasileiro cresceu 0,81% em venda de unidades, essa divisão saltou cinco vezes mais – 4,12%, chegando a 2,92 bilhões. Os dados são da Close-Up International e dizem respeito aos últimos 12 meses até novembro de 2023.

Nesse mesmo período, os medicamentos com prescrição (MPX) tiveram um avanço mais tímido (2,13%), enquanto os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) despencaram, registrando um recuo de 7,73%.

Crescendo acima do mercado e das demais categorias, os não medicamentos chamaram a atenção de players da indústria farmacêutica e também do varejo, que vêm ganhando cada vez mais terreno.

Bons exemplos são o Grupo Cimed e a Eurofarma, que entraram no mercado de hiigiene e beleza recentemente.

A primeira registrou um avanço de 60,16% em suas vendas em comparação com o mesmo período de 2022 e já ocupa a décima colocação dentre as empresas que mais movimentaram receita nas farmácias, muito em parte por sucessos como o Carmed Fini. Já a segunda vem num avanço mais tímido, somando R$ 463,5 milhões em vendas no varejo.