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A multinacional Pfizer e a farmacêutica nacional Libbs acabam de assinar um contrato inédito de intenção de parceria para ampliar o acesso no Brasil ao tratamento do câncer de mama, doença que constitui a principal causa de morte por tumores entre as mulheres do País1. A implementação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), esperada para o início deste ano.
A parceria compreende um medicamento clone a ser lançado, distribuído e comercializado pela Libbs no Brasil, em regime de exclusividade, a partir do princípio ativo palbociclibe – desenvolvido pela Pfizer e indicado para o câncer de mama avançado ou metastático do tipo hormônio receptor positivo (HR+) e HER2 negativo, em combinação com terapia endócrina. O acordo prevê fases progressivas de distribuição e transferência de registro, com foco em aumentar a penetração e disponibilidade do medicamento em um número maior de instituições de oncologia, tanto no mercado privado quanto no público.
Eurofarma
A gigante farmacêutica não é nenhuma estranha aos CVCs, com dois veículos de investimento lançados antes de 2023. Entretanto, no ano passado a companhia – que fatura cerca de R$ 9 bilhões anualmente – triplicou sua aporta em inovação, anunciando seu terceiro fundo. Chamado Neuron Ventures II, o CVC terá cerca de R$ 150 milhões, que será investidos em 10 a 12 startups, com rodadas seed de até R$ 5 milhões e séries A na casa dos R$ 15 milhões. Além disso, uma fatia de R$ 50 milhões deverá ir para follow-ons. O fundo deve fazer o seu primeiro investimento ainda em 2024.
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Supera Farma surge como joint venture do Laboratório Cristália e da Eurofarma, para promoção de produtos que, embora consagrados, não tinham a devida atenção das companhias de origem. Modelo comprova sucesso e crescimento exponencial no mercado
Ao entender um pouco da história da Supera Farma, empresa que nasceu entre 2011 e 2012, sem dúvidas, um pouco que chama a atenção é o modelo de negócios que foge dos moldes tradicionais da indústria farmacêutica.
Constituída pelos proprietários do Laboratório Cristália e da Eurofarma, que se reuniram na época com a intenção de criar uma joint venture de produtos consagrados, mas que não estão tendo a devida atenção nas suas empresas, o modelo, não convencional chamou a atenção do mercado. Afinal, o crescimento até o momento tem sido acima da média do setor.
Em entrevista exclusiva ao Guia da Farmácia, o diretor administrativo e financeiro, Alexandre Correa e o responsável pela área de Novos Negócios, Evandro Augusto de Oliveira, contaram um pouco dessa trajetória de sucesso da Supera.
“Hoje, nos consideramos uma máquina de lançar produtos. Temos, a cada ano, uma média de seis a sete novidades”, diz Correa. “Em 2024, pretendemos atingir 14% de crescimento versus ano anterior, o que corresponde a R$ 1,125 bilhão em vendas líquidas”, pontua o executivo.
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A ampliação do acesso ao tratamento contra câncer de mama motivou a união da Libbs com a Pfizer. As farmacêuticas desejam trabalhar juntas no combate a principal causa de morte por tumores entre as mulheres do País.
Atualmente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa a implementação e a expectativa é que um veredito seja dado ainda no começo deste ano.
A indústria norte-americana desenvolveu o princípio ativo palbociclibe, indicado para a doença em estágio avançado ou metastático do tipo hormônio recptor positivo (HR+) e HER2 negativo, em combinação endócrina.
Os planos são que, ao lado do laboratório brasileiro, seja criado um medicamento clone, cujo lançamento, comercialziação e distribuição ficarão sob a responsabilidade da empresa nacional.
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