Farmacêutica é nova CEO da Eurofarma

A farmacêutica estava há 18 anos na multinacional japonesa Takeda e, pela primeira vez, atuará na operação de uma companhia nacional. Seu último cargo foi de líder para a região de mercados emergentes.

No laboratório japonês, Renata sempre esteve em posições estratégicas, liderando projetos em nível nacional e continental. O pontapé inicial de suas duas décadas de mercado foi dado como gerente de produto sênior na belga Solvay Pharmaceuticals.
Em seu novo desafio à frente da farmacêutica brasileira, a executiva responderá a Maurizio Billi, que agora comandará a companhia em nível global.

Gigante farmacêutica aprova 4 novos produtos à base de cannabis na Anvisa

Em um marco significativo para a indústria farmacêutica brasileira, a gigante do setor, Eurofarma, confirmou, nesta quarta-feira, dia 8 de novembro, a aprovação de quatro produtos à base de cannabis pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Eles estarão disponíveis, a partir de 2024, na rede que absorve uma fatia considerável do varejo farmacêutico nacional. De acordo com os dados do Close-Up, empresa especializada em auditoria farmacêutica, a Eurofarma atingiu 10% de market share em receituário.

Os produtos, chegarão às farmácias com variações de 20 a 200mg por ml, sendo classificados como “isolado”, o que significa que contêm apenas o canabidiol (CBD) em sua formulação.

De acordo com comunicado ao portal Sechat, a empresa afirmou que “a Eurofarma é a farmacêutica que mais investe em inovação científica no Brasil e se orgulha de estar à frente na busca de soluções que possam ampliar o acesso à saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Sempre atenta a novas possibilidades, recebeu autorização para produção de medicamento à base de canabidiol (CBD). Oportunamente, divulgaremos sobre o lançamento do produto, inicialmente previsto para 2024”.

Brasil não preparou sistema de saúde para atender população envelhecida; veja 8 principais desafios

No Brasil, esse desafio é agravado pela escassez de profissionais especializados e de leitos em instituições de longa permanência ou de reabilitação, pela falta de centros-dia de assistência e de serviços domiciliares e pelo preconceito etário. A ausência de políticas públicas que promovam a integração do idoso e incentivem conexões sociais tem impacto na saúde mental dessa população, que tem taxas crescentes de depressão e outros transtornos.

“A gente tem há décadas pesquisas mostrando o aumento de idosos, a queda das taxas de fecundidade. Isso não é novidade, mas poucos setores da sociedade se moveram para fazer algo. E o primeiro fator que explica isso é o idadismo”, diz Alexandre Kalache, médico geróntologo e presidente do Centro Internacional da Longevidade.

Para ele, lideranças políticas, instituições de saúde e a própria sociedade se negam a enxergar as necessidades dessa população, o que impediu que nos preparássemos com mais calma para o cenário de envelhecimento. “Fizemos a análise dos 37 partidos políticos brasileiros e só em dois ou três o tema do envelhecimento e da longevidade entram na pauta. Nas escolas médicas, só 10% tem uma disciplina de geriatria”, destaca.Brasil não se preparou adequadamente para atender demandas de saúde de uma população mais envelhecida Foto: Diego Cervo/Adobe Stock

Um trabalho do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS)publicado em abril mostrou que apenas 0,7% dos médicos que concluíram a residência em 2020 se especializaram em geriatria, índice que se manteve praticamente estável ao longo dos dez anos anteriores e que contrasta muito com os 9,5% dos que concluíram a especialização em pediatria, por exemplo. O Brasil tem hoje pouco mais de 2,6 mil geriatras, mas a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) estima que o déficit seja de 28 mil desses profissionais.

“Precisamos de mais geriatras, mas também precisamos capacitar os demais profissionais de saúde para ter um olhar individualizado para o idoso”, diz Maisa Kairalla, médica geriatra da SBGG.

O estudo do IEPS mostra que, também na contramão da demanda brasileira, o número de leitos em instituições de longa permanência ou de reabilitação caiu de 0,6 para mil idosos em 2010 para 0,4 para mil idosos em 2021.

“O sistema de saúde está pouco preparado porque tem baixa disponibilidade de recursos humanos e físicos no cuidado de idosos. O número de geriatras e de leitos está estagnado. Só 36% dos municípios brasileiros têm instituições de longa permanência e a maioria delas são privadas. Os cuidados domiciliares, que são um pilar central da assistência ao idoso em outros países, também não estão bem estruturados no Brasil”, diz Matías Mrejen, pesquisador sênior do IEPS e um dos autores do estudo.

Cuidado, a IA pode assumir o papel da liderança

As implicações são imensas. Além de servir como uma inteligência ampliada, a IA preencherá muito aspectos corriqueiros das nossas vidas. Imagine a indústria da saúde. Uma amiga, professora de uma escola de negócios, recentemente relatou que dados mostram que muitos indivíduos já consultam mais os seus assistentes virtuais sobre sua saúde do que buscam médicos, com suas consultas cada vez mais curtas, pressionados por um sistema de saúde cada vez mais caro. Se, por um lado, o acesso indiscriminado a dicas de saúde representa riscos enormes, quando se parte de soluções bem pensadas, ele pode representar oportunidades ainda maiores para uma população que está vivendo cada vez mais e tem dificuldades de encontrar profissionais de saúde, cuidadores e companhias.

Já existem pesquisas que mostram impactos relevantes de robôs sociais na redução de ansiedade, solidão e aumento da qualidade de vida de idosos. Sem contar que são super confiáveis para lembrar de medicamentos, estimular atividades físicas e monitorar condições de saúde. Isso antes mesmo do advento da IA generativa.

Approval for Eli Lilly obesity drug sets up rival to Wegovy

Regulators on both sides of the Atlantic have cleared Eli Lilly’s injectable diabetes medication for use as a weight loss treatment, creating the first direct rival to Wegovy, Novo Nordisk’s obesity drug.

The US Food and Drug Administration and the UK’s Medicines and Healthcare products Regulatory Agency said patients in clinical trials of Lilly’s tirzepatide had seen “significant” weight loss compared with those given a placebo. At the highest dose, patients had lost nearly 50lbs on average, Lilly said.

Cesta básica, remédios, automóveis: o que muda com a reforma tributária

O novo texto da reforma inclui, entre os itens que poderão ter isenção total de CBS e IBS: serviços de saúde, dispositivos médicos e de acessibilidade para portadores de deficiência, medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual, além da aquisição de remédios e dispositivos médicos pela administração direta, autarquias e fundações públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, bem como pelas entidades de assistência social.