Na Eurofarma, quase um terço dos novos produtos são resultados de inovação aberta

A aposta da companhia pela inovação está estampada nos números. Anualmente, a Eurofarma aporta R$ 600 milhões em pesquisa e desenvolvimento. E tem consciência que é fundamental ir além das fronteiras corporativas para ampliar os ganhos. Outros exemplos recentes de colaboração são uma parceria com a Ledcorp, que desenvolveu o banco de leite Lactare com IA para monitoramento dos processos de pasteurização, e com a Nexup Health, com quem a Eurofarma trabalhou para fazer um sistema de prescrição e prontuário para médicos no Uruguai.

As iniciativas devem se multiplicar, pois recentemente a companhia criou um fundo corporativo de venture capital para investir US$ 100 milhões em empresas inovadoras de biotecnologia, as startups conhecidas como biotechs. A ideia é achar parceiros para desenvolver soluções com ênfase em medicina de precisão, edição genética e inteligência artificial aplicada à descoberta de moléculas. Três empresas já estão trabalhando com a Eurofarma. Uma delas é a americana Abcuro, que desenvolve imunoterapias pioneiras para o tratamento de doenças autoimunes e câncer.

Hypera (HYPE3): ações caem 8,25% após balanço fraco, corte de guidance e recomendação rebaixada pelo BBI

No geral, os resultados foram fracos, mas em linha com o esperado. Porém, a qualidade dos resultados e o discurso para o ano fechado se deterioraram um pouco, aponta o Itaú BBA, o que explica o desempenho ruim das ações na sessão.

O BBA reforça que, tal como antecipado, uma época de gripe mais branda afetou o desempenho da empresa, apresentando um crescimento de sell-out (dos produtos na farmácia) de 4,2%.

Essa tendência fez com que a empresa revisasse as suas expectativas de receita líquida, lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) e lucro líquido em 5% para baixo.

“Acreditávamos que o mercado esperava uma revisão na receita, mas não no Ebitda e no lucro, o que poderá levar a revisões para baixo e pesar no desempenho das ações”, apontou o BBA em relatório antes da abertura do mercado.

O Bradesco BBI, por sua vez, considerou os fracos resultados reportados como suficientes para fazer um corte na recomendação dos ativos. O nome foi revisado de compra para neutra, com novo preço-alvo de R$ 44,00 para 2024 (a meta anterior era de R$ 51,00). Os números para Hypera também foram revisados, com queda na projeção de lucro líquido em 10% para R$ 1,9 bilhão (12% abaixo do consenso).

Ao destacar a revisão para baixo das projeções pela empresa, o BBI ressaltou que ela ocorreu devido ao crescimento mais fraco do sellout do mercado no 3T23, impulsionado pela queda de 10% no volume nas categorias gripe, respiratória, dor e febre”, destaca o BBI.

O BBI vê ainda o upside (potencial de recomendação) relativamente limitado no momento (em 29%), por conta da alta exposição ao potencial fim do benefício fiscal de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e a dinâmica mais fraca de resultados apresentada pela Hypera no quatro trimestre de 2023 e no ano de 2024.

Já os resultados foram considerados neutros pela XP, que entendeu que os números ficam em linha com as estimativas.

Falta de gripe faz a Hypera espirrar

O resultado só não foi pior porque a companhia conseguiu compensar essa retração com um aumento nas vendas de produtos de skincare e no mercado institucional — que ainda é pequeno na empresa, mas vem crescendo de forma rápida.

No trimestre, o mercado institucional contribuiu com uma receita de R$ 119 milhões. A estimativa da empresa é que essa vertical faça uma receita de R$ 400 milhões este ano, um número que pode chegar a R$ 1,4 bi nos próximos anos.

Na call com os analistas hoje, a companhia disse que cerca de 2 pontos percentuais de seu crescimento consolidado devem vir desse mercado nos próximos anos.

O CEO Breno de Oliveira também disse que no quarto tri e no primeiro trimestre do ano que vem, os antigripais não têm tanta representatividade nas vendas — tipicamente em torno de 20%. Para o quarto tri, a expectativa é de um crescimento em linha ou ligeiramente acima do mercado.

Segundo ele, a Hypera também não está entrando em briga de preços em produtos com margem baixa, o que poderia levar a margem negativa em alguns produtos. “Nosso foco é na rentabilidade e geração de caixa, e não em ganhar share por ganhar share,” disse.

Um analista disse que chamou a atenção o fato de que a Hypera não tentou turbinar seu sell-in para arredondar o trimestre, um expediente largamente utilizado pela gestão anterior – e que, apesar do trimestre mais fraco, a empresa continua com métricas operacionais e financeiras bem sólidas.

Pegou gripe no último inverno? Entenda o que inverno mais quente em 2023 tem a ver com o tombo de 7% das ações da Hypera (HYPE3)

Tente lembrar, você ficou gripado entre os meses de julho a setembro? Pois a Hypera (HYPE3) afirma que houve uma queda de 30% nos casos de gripe no período este ano.

Tudo indica que as temperaturas acima do normal durante o inverno brasileiro de 2023 amenizaram, ou postergaram, a onda de gripes e resfriados em algumas regiões do Brasil, que era mais comum durante a estação mais fria.

Segundo o Instituto Nacional de Meteriologia, esse foi o inverno mais quente em 60 anos.

Com menos pessoas gripadas no período, o desempenho nas categorias gripe, respiratória, dor e febre da Hypera foi pior e colaborou para resultados financeiros mais fracos.

“A temporada mais branda de gripe afetou o desempenho da Hypera em relação ao mercado geral, com a empresa apresentando um crescimento de sell-out [venda efetiva do produto ao consumidor] de 4,2% frente a 8,8% do mercado”, destacaram os analistas do Itaú BBA, em relatório.

Vale lembrar que as categorias representam 37% do total das vendas ao consumidor da companhia, mas apenas 12% das vendas da indústria como um todo.

Tente lembrar, você ficou gripado entre os meses de julho a setembro? Pois a Hypera (HYPE3) afirma que houve uma queda de 30% nos casos de gripe no período este ano.

Tudo indica que as temperaturas acima do normal durante o inverno brasileiro de 2023 amenizaram, ou postergaram, a onda de gripes e resfriados em algumas regiões do Brasil, que era mais comum durante a estação mais fria.

Segundo o Instituto Nacional de Meteriologia, esse foi o inverno mais quente em 60 anos.

Com menos pessoas gripadas no período, o desempenho nas categorias gripe, respiratória, dor e febre da Hypera foi pior e colaborou para resultados financeiros mais fracos.

“A temporada mais branda de gripe afetou o desempenho da Hypera em relação ao mercado geral, com a empresa apresentando um crescimento de sell-out [venda efetiva do produto ao consumidor] de 4,2% frente a 8,8% do mercado”, destacaram os analistas do Itaú BBA, em relatório.

Vale lembrar que as categorias representam 37% do total das vendas ao consumidor da companhia, mas apenas 12% das vendas da indústria como um todo.

Hypera (HYPE3) amarga queda de 8% após balanço; o que pensam os analistas?

As ações de Hypera (HYPE3) caíram 8,25%, ao preço de R$ 31,24, às 11:40 desta sexta-feira (27). O movimento sucede à divulgação do balanço financeiro do terceiro trimestre da companhia.

A XP Investimentos avalia que a Hypera (HYPE3) registrou resultados neutros, com um lucro líquido das operações continuadas de R$ 469,70 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 6,30% em relação ao mesmo período de 2022.

A receita líquida totalizou R$ 2,130 bilhões, avanço de 5% na comparação com igual intervalo do ano anterior.

Analistas da XP Investimentos observam um trimestre difícil para a Hypera, mas destacam que a empresa manteve uma alta geração de caixa e está a caminho de entregar números próximos ao guidance.

Farmacêutica recebe R$ 37 mi do BNDES para ampliar produção

A Hypofarma será a primeira farmacêutica a receber um apoio à inovação tecnológica com custo em taxa referencial (TR) do BNDES.

A companhia irá aplicar os R$ 37 milhões recebidos no desenvolvimento de novos medicamentos e na ampliação de sua capacidade produtiva. As informações são da Folha de S. Paulo.

O objetivo do laboratório é desenvolver 43 remédios, dos quais 13 serão focados no combate a infecções e seis no tratamento de cânceres. Para tal, R$ 11,4 milhões serão aplicados. O restante será destinado a ampliação da fábrica.
Os planos de expansão da Hypofarma são ancorados pela categoria de medicamentos injetáveis.

Com a meta de quadruplicar a receita bruta nos próximos anos, o laboratório anunciou em setembro a abertura de uma nova planta em Governador Valadares (MG).

Globo vende todos os patrocínios do BBB 24 e faturamento já passa de R$ 1 bilhão

A Globo anunciou nesta sexta-feira (27) que já comercializou todas as cotas de patrocínio do Big Brother Brasil 24, que tem previsão de estreia para o próximo mês de janeiro na emissora.

Ao todo, serão 15 patrocinadores fixos e mais quatro já acertados para marcas atreladas a dinâmicas. O valor arrecadado já é acima de R$ 1 bilhão. Oportunidades de ações de merchandising avulsas ainda estão disponíveis para interessados e devem aumentar a arrecadação.

Foram quatro categorias de patrocínio vendidas pela Globo. CIF, iFood e Latam estreiam como patrocinadores no BBB 24. O iFood chegou a fazer dinâmicas no ano passado, mas agora pagou mais caro para ter mais exposição.

Já as empresas Ademicon, Amstel, Chevrolet, Downy, Esportes da Sorte, Hypera Pharma, Mc Donald’s, Mercado Livre, Pantene, Rexona, Seara e Stone, que patrocinaram a atração no ano passado, seguem para 2024.

Brechas reduzem tributação do lucro das empresas em 50%

A tributação efetiva do lucro das grandes empresas brasileiras de capital aberto é de 18,1%, quase metade da alíquota de 34% prevista na lei. Isso significa que, no papel, o Brasil possui uma das mais elevadas cargas tributárias corporativas do mundo. O imposto pago de fato, no entanto, está abaixo da média global de 23,5%.

O número coloca em xeque um dos principais argumentos utilizados para justificar a isenção de Imposto de Renda na distribuição de lucros e dividendos por essas empresas a seus acionistas: a afirmação de que esse benefício seria compensado por um imposto corporativo mais elevado do que em outros países.

Sanofi shares fall 19% after cut to profit outlook

Shares in Sanofi fell 19 per cent on Friday after the French pharmaceutical group announced a lower profit outlook and a spinout of its consumer care unit as it seeks to focus on drug research.

Sanofi reaffirmed its earnings per share guidance this year but projected a decline in the low-single digits in 2024 partly due to increased R&D investment. The group abandoned a target of 32 per cent operating margin in 2025 in order to focus on “long-term profitability.”

“We understand there is short-term disappointment and that the market wants certainty, but that would mean not maximising the company’s value,” chief executive Paul Hudson told analysts on Friday.

Shares in the Paris-based company were briefly suspended after the market opening, declining to €81.44 a share and a market value of €103bn, putting pressure on Hudson.