Hypera (HYPE3): o que esperar para o balanço do 3º tri?

A Ágora Investimentos aguarda que a Hypera (HYPE3) registre resultados fracos no terceiro trimestre deste ano, devido aos baixos crescimentos da receita e do sell-out (venda ao consumidor final) de 4,5% e 6% em base anual, respectivamente.

Analistas projetam que a empresa entregue uma receita 2% menor que a orientação (guidance) no ano de 2023, mas que ainda atinja ou supere o guidance em relação ao EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido.

Nesse sentido, revisaram o preço-alvo para 2024 para R$ 51,00 (de R$ 56,00), com recomendação de compra, após reduzir nossa perspectiva de crescimento de receita para o período entre 2023 e 2025.

A alteração se deve às vendas ao consumidor final (sell-out) mais fracas, relacionadas a gripes e doenças respiratórias no 2S23 e à estratégia da empresa de reduzir descontos em genéricos para manter a lucratividade, de acordo com os analistas.

Eurofarma antecipa uso de energia renovável no complexo industrial da cidade paulista Itapevi

A Eurofarma anunciou nesta terça-feira (24) que antecipou o uso de energia renovável produzida no parque eólico Assuruá 4, na Bahia, e que abastece suas operações industriais localizadas na cidade de Itapevi (SP).

O complexo de 70 mil metros quadrados reúne a fábrica, prédios administrativos, creche para os filhos dos colaboradores e o centro de inovação Eurolab. A energia produzida em Assuruá 4 deve suprir também as necessidades futuras da companhia.

O complexo de Assuruá 4 é operado pela Omega Energia e tinha previsão para iniciar operações somente em novembro. O rápido avanço das obras, no entanto, permitiu iniciar já em julho a produção de energia renovável no parque de 43 aerogeradores.

A iniciativa faz parte do objetivo da Eurofarma em reduzir emissões em 260 mil toneladas de carbono até 2038. Futuramente, a empresa utilizará energia renovável também nas unidades em Montes Claros (MG), Ribeirão Preto (SP) e São Paulo.

Ressaca? Cimed lança nova linha de produtos para antes, durante e depois de beber

Farmacêutica estreia no segmento antirressaca com Ressaliv e prevê faturar R$ 100 milhões; cantor Nattanzinho é o embaixador da marca
Como parte da estratégia de explorar novas categorias e ampliar o leque de consumidores, a Cimed anuncia nesta terça-feira, 24, com exclusividade à EXAME, o lançamento da marca Ressaliv, aposta da farmacêutica para estrear no segmento de produtos antirressaca e abocanhar fatia desse mercado que movimenta cerca de R$ 450 milhões no Brasil, segundo a Iqivia.

MSD eleva projeção de receita para o ano, após vendas superarem estimativas

A MSD, conhecida como Merck nos Estados Unidos e Canadá, aumentou sua previsão de vendas em meio ao aumento da demanda por Keytruda, um medicamento contra o câncer que responde por 40% da receita, e por um polêmico tratamento contra a covid.

Espera-se agora que as vendas anuais totais cheguem a US$ 60,2 bilhões, acima das previsões anteriores que ascendiam a US$ 59,6 bilhões, informou a companhia na quinta-feira, ao divulgar os lucros do terceiro trimestre.

A MSD tem aproveitado a sorte do Keytruda à medida que novos estudos mostram que ele funciona em um número crescente de tipos de câncer. A empresa está aproveitando ao máximo a receita do medicamento, antes de enfrentar a concorrência dos genéricos e as renegociações de preços do governo dos EUA no final desta década.

A MSD não deu metas individuais de produtos, com exceção da pílula contra covid Lagevrio, que prevê gerar cerca de US$ 1,3 bilhão em vendas neste ano. Isso é superior à previsão de US$ 1 bilhão há três meses.

Como funciona a empresa que se organiza por habilidades

m vez de estarmos fixados em descrição de cargos e funções tradicionais é hora de pensarmos em organizar o trabalho por habilidades. No célebre livro “Reinventando as Organizações”, o autor Frederic Laloux apresenta um novo sistema para organizar o trabalho. Chama as empresas que adotam um novo formato de organizações Teal. Elas são caracterizadas por estrutura auto-organizada e um profundo senso de propósito. A gestão é distribuída, equipes operam com alto grau de autonomia. Decisões são tomadas por aqueles mais próximos do problema, a hierarquia é mínima.

Os modelos sugeridos por Laloux são disruptivos e difíceis de serem implementados porque mexem com um aspecto central das organizações: a dinâmica de poder. Embora distante da maioria das empresas, reflexões sobre descentralização de poder e equipes autodirigidas são uma luz para referenciar a transformação nas estruturas.
Essa caminhada para moldar uma estrutura mais ágil pode ser feita de forma gradual. Nesse contexto entra a gestão por habilidades. Empresas como Bayer, Novartis e Coca-Cola vêm discutindo e implementando formatos nessa direção. No Brasil, a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) é um exemplo de empresa que busca novos formatos.

Uma organização dirigida por habilidades coloca as competências dos seus colaboradores no centro das decisões e operações. O foco é garantir que as pessoas sejam alocadas em tarefas e projetos com base em suas habilidades e conhecimentos, a fim de maximizar a eficiência, a produtividade e a satisfação. A organização prioriza a correspondência entre as habilidades, competências, experiências dos funcionários e as funções que desempenham.

Unilever anuncia reestruturação e venda de ativo para voltar a crescer

A nova abordagem marca um afastamento da estratégia do CEO anterior, Alan Jope, que foi criticado por uma tentativa fracassada de comprar o antigo negócio de saúde da GSK Plc. Jope também enfatizou o propósito social das marcas da Unilever, algo que, segundo alguns investidores, minou a lucratividade da companhia.

Apenas 38% das marcas da Unilever conseguiram ganhar participação de mercado no último trimestre — o percentual mais baixo da história —, à medida que os consumidores deram preferência a produtos rivais para poupar dinheiro. Assim, o crescimento das vendas no terceiro trimestre ficou aquém das estimativas.