O corpo humano é projetado para resistir à perda de peso. Corpos menores geralmente precisam de menos energia, então o metabolismo reage ficando mais lento à medida que os quilos diminuem. Essas mudanças reduzem quantas calorias alguém queima por dia, pontua Scott Hagan, professor assistente de medicina da Universidade de Washington, que estudou a obesidade. Perder peso “diminui o termostato”. Essa é uma das razões pelas quais muitas pessoas recuperam parte do peso mesmo após a cirurgia bariátrica ou durante restrição calórica intensa.Veja o que diz a ciência sobre tratamentos para emagrecer
Medicamentos como Ozempic imitam um hormônio natural do corpo e retardam a sensação de esvaziamento do estômago para que os usuários se sintam mais saciados, de forma mais rápida e por mais tempo. Eles também atuam nas áreas do cérebro que regulam o apetite, reduzindo os desejos. Mas ainda há questões em aberto sobre como eles exatamente funcionam, e isso se estende ao motivo pelo qual algumas pessoas atingem um ponto fixo em um peso ou outro.
Outra complicação é que nem todos respondem a esses tipos de medicamentos da mesma maneira. Nos ensaios clínicos de semaglutida, composto presente no Ozempic e no Wegovy, as pessoas com diabetes tendem a perder menos peso e mais lentamente do que aqueles que não têm essa condição, diz Hagan. Uma pequena proporção daqueles que tomam esses medicamentos não perderá peso de forma alguma, acrescenta.