Fraca demanda faz indústria global reviver crise de 2008

Para analistas, as perspectivas para a economia mundial vão depender se o setor de serviços será capaz de sustentar o emprego.
Em uma teleconferência sobre resultados em julho, o CEO da L’Oreal, Nicolas Hieronimus, reconheceu que a confiança do consumidor na China “ainda não está no nível anterior à covid”.

A queda na demanda por mercadorias físicas afeta fabricantes em todo o mundo. O índice de atividade industrial dos EUA divulgado pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) melhorou ligeiramente em julho, para 46,4, mas continuou abaixo de 50 pelo nono mês seguido – a série mais longa desde a recessão provocada pela crise financeira de 2008. As encomendas de produtos eletrônicos e químicos têm sido especialmente fracas.

O índice de atividade industrial mundial da S&P Global também ficou abaixo de 50 pelo 11º mês consecutivo em julho, uma sequência que só perde para as registradas em 2008 e 2009. A medição indica uma contração na atividade manufatureira em cerca de 70% das 29 principais economias.

Os dados da pesquisa de atividade industrial da S&P Global mostram fragilidades específicas na Europa, e o índice da Alemanha, a maior economia da região, ficou em 38,8 no mês passado.