OAZ: a nova marca da Eurofarma que deve faturar, no mínimo, R$ 18 milhões em 2023

A Eurofarma entrou de vez no segmento de consumo com a marca OAZ. A divisão de higiene e beleza nasce com 14 produtos, divididos em três linhas: Oral (com enxaguante bucal), Da praia ao campo (com protetor solar e pós-sol) e Todo Dia (hidratante e sabonete). Até o fim do ano, deve contar com mais de 60 produtos, incluindo também outras categorias, como protetor solar e repelente. Ao aumentar a quantidade de produtos vendidos e de pontos de venda ao longo do ano — hoje, a empresa ainda não fechou contratos com todas as grandes redes farmacêuticas — a Eurofarma estima que esse conjunto de produtos gere um faturamento de, no mínimo, R$ 18 milhões em 2023. A cifra deve quadruplicar nos próximos cinco anos.

Hypera (HYPE3) vai emitir R$ 800 mi em debêntures não conversíveis em ações

A farmacêutica Hypera (HYPE3) informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a emissão de 800 milhões de reais em debêntures simples, não conversíveis em ações, com prazo de vencimento de 5 anos contados a partir de 25 de abril.

Em comunicado ao mercado, a companhia esclareceu que serão emitidas 800 mil debêntures, cada uma com valor de 1 mil reais.

A remuneração dos papéis será equivalente a 100% do DI, com acréscimo de 2,20% ao ano.

Conforme a Hypera, os recursos obtidos por meio das debêntures serão utilizados em um “reperfilamento de dívidas”.

Como o mercado vê a proposta de Fernando Haddad de acabar com os JCP

O JCP é uma das formas que uma companhia tem para distribuir parte dos lucros aos investidores. A principal diferença para os dividendos está na forma que esse pagamento é contabilizado e tributado.

No caso dos dividendos, o acionista que recebe a remuneração é isento de imposto de renda (IR). Este capital não é dedutível para fins de apuração do lucro líquido, que é tributado em 34%, mais PIS e Cofins.

Já o JCP é entendido como uma despesa para a companhia, por isso é deduzido do lucro antes da incidência de IR.

Na prática, o JCP diminui o lucro líquido tributável e, por consequência, a quantidade de imposto pago. Em contrapartida, os investidores têm um desconto de 15% na fonte sobre a remuneração. “É polêmico, porque pode ser entendido como uma espécie de artifício contábil. A empresa acaba pagando menos impostos por remunerar o acionista”, afirma Daniela Froener, sócia e advogada tributarista do Silva Lopes Advogados.

O pagamento de juros sobre capital próprio é calculado pela aplicação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 6,05% ao ano, sobre o patrimônio líquido da companhia. E esse cálculo não pode ultrapassar 50% do lucro líquido do exercício antes da dedução do próprio JCP, do IRPJ e depois da dedução do CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) ou 50% dos lucros e reservas de lucro acumulados no exercício (o que for maior).

Saiba como a Cimed levou um suplemento para a gravidade zero

A Cimed levou o suplemento Lavitan X Bio Complex para a gravidade zero. A campanha, assinada pelos Abdala Brothers, foi rodada em um voo da NASA, nos Estados Unidos.

O briefing recebido por André e Salomão Abdala tinha como ideia principal mostrar o investimento da Cimed em longevidade, através de pesquisas espaciais.

“Algo que ficou muito claro para a gente foi o conceito. A primeira imagem tinha que ser esse astronauta, em gravidade zero, tentando pegar o Lavitan. É básico, simples, mas muito efetivo. E que escreve muito claro para quem vê: a Cimed está indo para o espaço”, explicou Salomão Abdala.

Medicamentos para gripe ajudam a compensar queda na demanda pós-covid da Roche

Segundo a companhia suíça informou nesta quarta-feira (26), as vendas caíram 6,8%, para 15,3 bilhões de francos suíços (US$ 17,2 bilhões). O recuo é menor do que os analistas esperavam.

O medicamento Covid Ronapreve estava entre os medicamentos que superaram as expectativas de vendas, embora a chefe da unidade farmacêutica, Teresa Graham, tenha dito que os pedidos vieram de contratos previamente acordados. Ela disse que a Roche não espera vendas adicionais de Ronapreve daqui para frente.

Os pedidos do medicamento Vabysmo, para os olhos, e do Xofluza, prescrito para gripe, também superaram as estimativas, enquanto o Tecentriq, para câncer, ficou um pouco aquém.

A atualização desta quarta-feira é o primeiro relatório do CEO, Thomas Schinecker, aos investidores desde que ele assumiu o cargo do atual presidente, Severin Schwan, no mês passado.

Investidor aumenta pressão por cisão da Bayer

O investidor ativista Bluebell Capital Partners está pressionando pela separação dos negócios farmacêuticos da Bayer de seus braços de saúde do consumidor e ciência agrícola. Segundo reportagem do Fierce Pharma e do Financial Times, o acionista argumenta que “falta sinergia” entre as divisões da companhia e também pede a mudança no conselho de supervisão.

Em apresentação enviada à Bayer, a Bluebell argumenta que a empresa precisa ir além da nomeação de Bill Anderson, ex-diretor executivo de negócios farmacêuticos da Roche, como novo CEO, que assumirá no próximo mês de junho. O investidor argumenta que a Bayer deve se comprometer a garantir que os quatro membros do conselho de supervisão cujo mandato expira no próximo ano não buscarão a reeleição, o que enviaria um sinal forte de descontinuidade para a empresa com desempenho abaixo do esperado.

A intervenção da Bluebell chega em um momento crítico para a Bayer, já que o CEO Werner Baumann deixará a empresa no próximo mês. As ações da Bayer subiram mais de 20% este ano, mas ainda estão sendo negociadas um terço abaixo do que eram há cinco anos.

Anvisa agiliza liberação de produtos importados

A Anvisa vai aprimorar o “canal verde”, que prevê a liberação simplificada de produtos importados de baixo risco submetidos à vigilância sanitária. A autarquia também pretende reduzir o prazo de análise de produtos de maior risco de 20 dias para 8.

A informação foi dada pelo diretor da 5ª Diretoria da Anvisa, Daniel Meirelles Fernandes, em encontro na sede do Sindusfarma, em São Paulo, coordenado por Rosana Mastellaro, diretora Técnico-Regulatória e de Inovação.