Renato Camargo, da Pague Menos: ‘Queremos mostrar que somos um hub de saúde’

Pague Menos está falando de saúde na televisão e no digital. Estreou no BBB 23, movimentando assuntos relevantes sobre o tema nas redes. Mas, mais do que awareness, essas ações, segundo Renato Camargo, vice-presidente de marketing, digital e relacionamento com o cliente da rede, integram uma estratégia central: mostrar que a experiência de consumo na rede Pague Menos envolve um hub de saúde.

O executivo chegou à Pague Menos, há quase um ano, com a missão de tornar a consumer experience (CX) um valor estratégico para o negócio. Segundo ele, as lojas da marca sempre tiveram um relacionamento forte com o cliente, com calor e acolhimento, mas não de forma estruturada.
A jornada que o executivo adota para alinhar a consumer experience em várias frentes segue três etapas. Um: ajustar a experiência de compra tirando fricções em todos os canais de venda. Dois: atrair mais público com um canhão de awareness e intensa produção de conteúdo. Para, então, reter os clientes oferecendo uma experiência de consumo completa, em hubs de saúde que envolvem serviços como exames, vacinas e até direcionamento para consultas em telemedicina.
A farmácia como oferta de serviços, realizados em consultórios farmacêuticos da Pague Menos, cresceu muito na rede a partir de 2020, durante a pandemia. “As pessoas ficaram com medo de ir ao hospital e chegavam à farmácia. E como 80% da demanda dos postos de saúde podem ser resolvidos por telemedicina, acabamos sendo um grande receptor do primeiro atendimento, direcionando as pessoas para a telemedicina. A farmácia virou um centro de saúde”, diz.

Brasil tem risco de apagão de insulina a partir de maio

O TCU (Tribunal de Contas da União) alerta que pode faltar insulina para diabetes nos estados porque o estoque do Ministério da Saúde acabará em abril. A informação consta de processo votado pelo órgão nesta quarta-feira (29), de relatoria do ministro Vital do Rêgo.

Há risco de ocorrer o desabastecimento porque não houve propostas nos pregões abertos em agosto do ano passado e em janeiro deste ano. Assim, dados do Ministério da Saúde encaminhados para a corte de contas apontam para a existência de estoque de insulina análoga de ação rápida somente até o próximo mês.

O Ministério da Saúde disse ao TCU que, diante do insucesso das licitações realizadas na gestão do governo Bolsonaro, optou por realizar a compra direta emergencial do produto, em janeiro deste ano, para impedir o desabastecimento. O chamamento público consta do Diário Oficial do último dia 8 de março.

Custo de tratamento de trauma no crânio dobra no SUS

Os traumatismos cranioencefálicos (TCEs) graves representam hoje o principal motivo de morte prematura e de incapacidades física, psicológica e social de adultos no Brasil e têm crescido entre os homens jovens.

Nas cinco unidades da rede Lucy Montoro, ligada ao governo paulista, os casos tiveram alta de 52% entre 2020 e 2022 (de 27 para 41). Os homens representam 87% dos pacientes, com maior incidência na faixa etária entre 21 a 30 anos (30%).

Embora haja muita subnotificação dessas lesões no país, as estatísticas apontam que são cerca de 131 mil internações por TCEs, com os jovens entre 20 e 29 anos respondendo, em média, pela maior fatia desse volume (21%).

Artigo publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva, a partir dados do DataSUS, mostra que as despesas públicas com tratamentos saíram de US$ 23,5 milhões (R$ 123,7 milhões), em 2008, para US$ 52,8 milhões (R$ 278 milhões) em 2019. A projeção para 2020 foi de um gasto de US$ 54,5 milhões (R$ 287 milhões).

Desses valores, mais de 80% são com custos hospitalares. Os dados não incluem despesas ambulatoriais, de reabilitação, de medicamentos, de tratamento domiciliar, de cuidadores, de transporte e de dias não trabalhados pelo paciente ou por familiares.Do trauma cranioencefálico à reabilitação