As 15 ações brasileiras preferidas do Credit Suisse – e seus possíveis catalisadores de curto prazo

O Credit vê a Hypera como uma tese defensiva com cerca de 18% de potencial de valorização para o seu preço-alvo de R$ 52. A ação da empresa negocia a uma relação de preço sobre o lucro de 15 a 16 vezes o esperado para 2023, abaixo ou em linha
com outros pares do setor e é uma gerador estável de fluxo de caixa, apesar do ambiente macroeconômico pressionado. A empresa tem uma rentabilidade confortável (margem Ebitda de 35-36%) com crescimento consistente, mais estável
do que outros serviços de saúde (por exemplo, hospitais e empresas de diagnóstico), avaliam os analistas.
A empresa atua com alta diversificação no segmento de varejo farmacêutico e conseguiu superar o mercado nos últimos 2 anos e também pode se beneficiar do novo fluxo de receita não varejista fluxo, que no modelo do Credit representa cerca de R$ 3 a R$ 4 de nosso preço-alvo.
“Acreditamos que o desempenho consistente, guidance para 2022 (receita líquida de R$ 7,4 bilhões) e a resolução de questões passadas, explica o forte desempenho positivo da ação este ano, que está estreitando progressivamente o potencial de valorização. “Mesmo assim, vemos a estabilidade da tese como um diferencial do setor”, avaliam.

Aporte de R$ 35 bi em Suape vai gerar mais de 17 mil empregos

Com a retomada da economia, os números saltaram dos R$ 18,8 milhões em 2020, para R$ 69,9 milhões, em 2021. Entre 2014 e 2022, o maior investimento atraído para o complexo foi a fábrica da Aché, que teve sua pedra fundamental lançada em 2018. A unidade foi erguida numa área de 25 hectares (250 mil m2), no Cabo de Santo Agostinho, com investimento de R$ 500 milhões e a geração de 3.000 empregos diretos e indiretos.

Após finalizar o seu centro de distribuição em 2019, a Aché teve que adiar a entrega do seu parque fabril previsto para 2021. As obras da segunda fase, que será destinada à fabricação de medicamento, estão em ritmo acelerado. Quando estiver completa, a planta vai produzir, embalar e distribuir remédios para todo o Nordeste. Com a segunda etapa, a instalação vai produzir os medicamentos sólidos. Com investimento de R$ 292 milhões, a nova operação será iniciada no primeiro semestre de 2022 e vai gerar 3 mil novos empregos.

Farmacêuticas brasileiras acirram disputa pela liderança

O mercado de prescrição e especialidades vem sendo o principal motor da companhia e das farmacêuticas brasileiras no canal farma. “Somos a quarta maior do país nesse segmento, sendo que há três anos sequer ocupávamos o top 10”, observa o CEO da Hypera, Breno Oliveira. Entre as marcas que mais puxaram esse incremento estão Alivium, Dramin e Rinosoro. O pipeline de inovação reúne 90 produtos voltados à cardiologia e ao sistema nervoso central.

Entre as dez indústrias com melhor desempenho nos PDVs, a Eurofarma é a que mais evoluiu percentualmente – 19,1% frente aos 12 meses anteriores, o que perfaz R$ 6,69 bilhões de faturamento. O laboratório investe suas fichas em categorias como a de medicamentos biossimilares, com foco na oncologia.

Em 2021, os investimentos da Eurofarma em pesquisa e desenvolvimento somaram R$ 363 milhões, o equivalente a 5,1% da receita líquida. “Já temos 26 pedidos de patentes oficializados, incluindo três moléculas inovadoras”, acrescenta o presidente Maurizio Billi.

O Aché, por sua vez, planeja um agressivo investimento em inovação, na casa dos R$ 200 milhões – valor equivalente a 15% do Ebitda. A farmacêutica mira segmentos com poucas opções terapêuticas disponíveis, como é o caso da puberdade precoce e do vitiligo. “Esse remédio será feito com base em uma molécula extraída da flora brasileira”, afirma a presidente Vânia Alcântara Machado, que viu a receita do laboratório crescer 18,2% nos últimos 12 meses até setembro.

Bayer amplia portfólio de analgésicos

Não faltam estudos que apontem que a dor é um inimigo comum no dia a dia de grande parte da população. Uma pesquisa encomendada pela Bayer ao IBOPE revelou que três a cada quatro pessoas afirmam sentir algum tipo de dor frequentemente e, como consequência, cerca de 1/4 dos entrevistados toma algum analgésico, pelo menos uma vez por semana.

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